quarta-feira, 16 de maio de 2012

Síndrome de Asperger


Perfil de uma criança com Asperger


A síndrome de Asperger afeta de 3 a 7 crianças em cada mil diagnosticadas. É um transtorno profundo do desenvolvimento cerebral caracterizado por deficiências na interação social e coordenação motora, e pelos padrões não usuais e restritos de interesse e conduta.
Este comportamento foi observado e descrito por Hans Asperger, um médico austríaco, cujo trabalho só foi traduzido para o resto do mundo nos anos oitenta.
Perfil de uma criança com Asperger
A criança que sofre de Asperger tem um aspecto externo normal, pode ser inteligente e não ter atraso na aquisição da fala. No entanto, apresenta problemas para se relacionar com os demais e em certas ocasiões apresentam comportamentos inadequados. A capacidade intelectual das crianças com Síndrome de Asperger é normal e sua linguagem normalmente só se vê alterada quando é utilizada para fins comunicativos. Podem fixar sua atenção num tema concreto, de maneira obsessiva muitas vezes, pelo que não é estranho que aprendam a ler sozinhos numa idade muito precoce, se essa for sua área de atenção.
Uma criança com esta Síndrome, se encontrará também afetada, de maneira variável, nas suas relações e habilidades sociais, e no comportamento com traços repetitivos e uma limitada gama de interesse. Tem uma compreensão muito ingênua de suas situações sociais, e não podem manipulá-las para seu próprio benefício.
A má adaptação que apresentam em contextos sociais, é fruto de um mal entendimento e da confusão que lhes cria a exigência das relações interpessoais. Apesar de suas dificuldades, as crianças que sofrem desse transtorno, são puras, possuem um grande coração, uma bondade sem limites, são fiéis, sinceras, e possuem valores sem fim que podemos descobrir somente olhando um pouquinho para o seu interior.
Considera-se que a Síndrome de Asperger afeta de 3 a 7 de cada 1000 crianças, entre os 7 e os 16 anos de idade. Os números não são exatos, mas se reconhece que é um transtorno que afeta mais frequentemente os meninos que as meninas.
As causas do Asperger
Existe um componente genético com um dos pais. Com certa frequência é o pai que apresenta um quadro completo de Síndrome de Asperger. Em ocasiões, existe uma clara história de autismo em parentes próximos. O quadro clínico que se apresenta, está influenciado por muitos fatores, incluindo o fator genético, mas na maioria dos casos não existe uma única causa identificável.



Fonte:  http://br.guiainfantil.com/asperger/152-sindrome-de-aspeger.html

SINTOMAS DA SÍNDROME DE ASPERGER


Um diagnóstico preciso e seguro só poderá ser dado por um  médico especialista, assim como o devido tratamento.
No entanto, existem algumas características que podem ser observadas pelos pais quando seus filhos tenham entre 2 e 7 anos de idade. Normalmente, uma criança com Asperger pode apresentar algumas características com maior frequência. Aqui, apresentamos algumas:

Síntomas do Asperger
1- Habilidades sociais e controle emocional
- Não desfruta normalmente do contato social. Relaciona-se melhor com adultos que com crianças da mesma idade. Não se interessa pelos esportes. 
- Tem problemas de brincar com outras crianças. Não entende as regras implícitas do jogo. Quer impor suas próprias regras, e ganhar sempre. Talvez por isso prefira brincar sozinho. 
- Custa-lhe sair de casa. Não gosta de ir ao colégio e apresenta conflitos com seus companheiros.
- Custa-lhe identificar seus sentimentos e os dos demais. Apresenta mais birras que o normal. Chora com facilidade por tudo. 
- Tem dificuldades para entender as intenções dos demais. É ingênuo. Não tem malícia. É sincero.
2- Habilidades de comunicação
- Não pode olhar nos olhos quando fala contigo. Crê em tudo aquilo que lhes dizem e não entende as ironias. Interessa-se pouco pelo que dizem os outros. Custa-lhes entender uma conversa longa, e muda de tema quando está confusa.
- Fala muito, em tom alto e peculiar, e usa uma linguagem pedante, extremamente formal e com um extenso vocabulário. Inventa palavras ou expressões idiossincrásicas.
- Em certas ocasiões, parece estar ausente, absorto em seus pensamentos.
3- Habilidades de compreensão
- Sente dificuldade em entender o contexto amplo de um problema. Custa-lhe entender uma pergunta complexa e demora para responder. 
- Com frequência não compreende uma crítica ou um castigo. Assim como não entende que ele deve portar-se com distintas formas, segundo uma situação social. 
- Tem uma memória excepcional para recordar dados e datas. 
- Tem interesse especial pela matemática e as ciências em geral.
- Aprende a ler sozinho ainda bem pequenos. 
- Demonstra escassa imaginação e criatividade, por exemplo, para brincar com bonecos.
- Tem um senso de humor peculiar.
4- Interesses específicos
- Quando algum tema em particular o fascina, ocupa a maior parte do seu tempo livre em pensar, falar ou escrever sobre o assunto, sem importar-se com a opinião dos demais. 
- Repete compulsivamente certas ações ou pensamentos para sentir-se seguro.
- Gosta da rotina. Não tolera as mudanças imprevistas. Tem rituais elaborados que devem ser cumpridos.
5- Habilidades de movimento
- Possui uma pobre coordenação motora. Corre num ritmo estranho, e não tem facilidade para agarrar uma bola.
- Custa-lhe vestir-se, desabotoar os botões ou fazer laço nos cordões do tênis.
6- Outras características
- Medo, angústia devido a sons como os de um aparelho elétrico.
- Rápidas coceiras sobre a pele ou sobre a cabeça.
- Tendência a agitar-se ou contorcer-se quando está excitado ou angustiado. 
- Falta de sensibilidade a níveis baixos de dor. 
- São tardios em adquirir a fala, em alguns casos. 
- Gestos, espasmos ou tiques faciais não usuais. 



terça-feira, 15 de maio de 2012

AUTISMO


AUTISMO


O que é?
Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.
O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças. 
Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.
Causas
A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).
Sintomas e diagnóstico
Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.
Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.
A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).
Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.
Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.
Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.
Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.
Prognóstico e tratamento
Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.
Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.
Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.
Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.
A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.
Lista de Checagem do Autismo
A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade. 
 
Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?44

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Projeto: João, Maria e Eu, somos todos diferentes!!


       
                                                                     
   E    EU

 Justificativa:
A criança ao frequentar o CEI torna-se membro de um mundo social diferente da sua família. A autoimagem, a autoestima e a  autoconfiança da criança é construída em todos os meios em que vive e através das relações com as pessoas que convive. Este projeto: João, Maria e Eu, somos todos diferentes!, vem  colaborar nesta construção e aprendizagem de si mesmo, como também,  na valorização e respeito das particularidades de cada um promovendo o conhecimento da sua própria história e o reconhecimento das diferenças em relação a história do outro favorecendo a construção  de uma identidade coletiva.
Objetivo Geral:
A partir da história João e Maria, clássico  da literatura infantil conhecer e trabalhar a história de cada Pequeno do Infantil I B;
Objetivos Específicos:
·         Utilizar da literatura infantil na abordagem do tema, assim como peculiaridades que o envolve (família em constituição diferenciada, gênero: menino – menina, história de vida...)
·         Conhecer a história de seu nome e seu significado;
·         Reconhecer seu nome, assim como o nome dos amigos de sala em situações do cotidiano;
·         Envolver a família no processo de aprender e ensinar;
·         Pesquisar junto a família detalhes das histórias dos Pequenos do Infantil I;
·         Compreender a história de seus colegas a partir de sua;
·         Conhecer e respeitar os diferentes costumes das famílias; 
·         Incentivar a criança a se relacionar com outras pessoas, sentindo-se segura e construindo sua identidade e autonomia;
·         Desenvolver habilidades sociais;
·         Desenvolver a imaginação e a criatividade;
·         Evoluir na construção do eu e do outro;
·         Apropriar-se progressivamente da imagem corporal,
·         Ampliar suas possibilidades de comunicação e expressão;
·         Desenvolver e explorar a produção da arte, do desenho, música e brincadeiras, movimento, enfim atividades pertinentes relacionadas ao projeto...
·         Desenvolver a sua  autoestima;
·         Desenvolver o autoconceito positivo através da afetividade;
·         Identificar suas preferências;
·         Desfazer preconceitos que possam estar nascendo;
·          Respeitar as diversidades físicas e diferentes  etnias;
·         Sensibilizar a questão de que famílias possuem construções diferentes;
Metodologia:
·         Brincadeiras de socialização e integração ( rodinhas, dinâmicas, conversas, músicas relacionadas ao tema...);
·         Ficha do nome escrita pela professora, ilustrada por cada um, fotos... ;
·         Pesquisa sobre a história do nome;
·         Pesquisa sobre fatos importantes no dia do seu nascimento e até os dias atuais;
·         Painel de fotos (identidade);
·         Brincadeira com espelho (observação de características próprias e dos amigos – semelhanças e diferenças)
·         Auto-retrato (recorte, montagem e colagem, desenhos...);
·         Desenho do amigo da sala no chão com giz;
·         Brincadeiras;
·         Música, cantos, gestos;
·         Dinâmica:  Espelho na caixinha;
·         Dinâmica: Abraçando amigos (formar uma grande roda. Colocar bem baixinho uma música agradável. Informar que o grupo deverá estar atento à ordem dada para executá-la atentamente. Exemplo: "Abraço de “dois" e todos começam a se abraçar em grupo de dois; "abraço de quatro", abraço de um",
"abraço de todo mundo.")
·         Painel da família;
·         Trabalho com massinha de modelar (fazer a si próprio, o amigo mais próximo...);
·         Construção de livro.

Cronograma: Três semanas aproximadamente.
Recursos didáticos (materiais): folhar A4, cartolinas, giz de cera, espelho, fotocópias, barbante, cola, fotos, fita adesiva, aparelho de CD e DVD, guache, massinha...

Avaliação: Será primeiramente diagnóstica e no decorrer do projeto será através de observações e registros diários, assim como de reflexões, intervenções e reestruturações.

(Jaqueline Medeiros)

sábado, 12 de maio de 2012

Feliz dia das Mães!!


Ser Mãe!!

Antes de ser mãe eu fazia 
e comia os alimentos ainda quentes


Eu não tinha roupas manchadas.
Eu tinha calmas conversas ao telefone.

Antes de ser mãe eu dormia 
o quanto eu queria
e nunca me preocupava 
com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de 
escovar os cabelos e os dentes.

Antes de ser mãe eu limpava 
minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos 
nem pensava em canções de ninar.

Antes de ser mãe eu não me preocupava
se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas eram 
coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe ninguém vomitou nem fez xixi em mim,
nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe eu tinha 
controle sobre a minha mente,
meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos.
... eu dormia a noite toda ...

Antes de ser mãe eu nunca tive 
que segurar uma criança chorando
para que médicos pudessem 
fazer testes ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando 
pequeninos olhos que choravam.
Eu nunca fiquei gloriosamente feliz 
com uma simples risadinha.
Eu nunca fiquei sentada horas 
e horas olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe eu nunca 
segurei uma criança só por
não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar
quando não pude estancar uma dor.
Eu nunca imaginei que uma 
coisinha tão pequenina pudesse
mudar tanto a minha vida.
Eu nunca imaginei que pudesse 
amar alguém tanto assim.
Eu não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe eu não conhecia a sensação
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Eu não conhecia a felicidade de 
alimentar um bebê faminto.
Eu não conhecia esse laço que 
existe entre a mãe e a sua criança.
Eu não imaginava que algo tão pequenino pudesse
fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe eu nunca me 
levantei à noite a cada 10 minutos
para me certificar de que tudo estava bem.

Nunca pude imaginar o calor,
  a alegria, o amor, a dor
e a satisfação de ser uma mãe.

Eu não sabia que era capaz 
de ter sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada, Deus ,
por eu ser agora um alguém tão 
frágil e tão forte ao mesmo tempo.

Obrigada Deus por permitir-me ser Mãe!



Silvia Schmidt
Tradução de "Before I Was Mother"
de Patricia Vaughan

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Que presentes Os Pequenos do Infantil I querem dar as Mamães?


Manipulamos e exploramos revistas;
Pesquisamos figuras que representassem presentes que os Pequenos gostariam de dar as suas Mamães;
Expomos tudo no mural;
As mamães adoraram!!






(Jaqueline Medeiros)