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sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais uma sugestão de sequência didática: Pesquisa de campo no zoológico!


Objetivos 


- Participar de situações investigativas por meio da observação e do questionamento. 

- Comparar informações anteriores com as adquiridas pela investigação. 

- Registrar por meio de desenho e escrita as informações obtidas. 
- Investigar onde vivem e do que se alimentam os animais. 



Conteúdos

- Investigação com fontes de informação. 
- Registro de informações para consulta posterior. 
- Alimentação, hábitos e modo de vida dos animais. 





Anos 
Pré-escola. 



Tempo estimado 

1 mês. 



Material necessário 

Prancheta para todos, papel, lápis pretos e gravador. 



Flexibilização

Para crianças com deficiência visual
Procure levar a turma a um lugar acessível para a criança com deficiência visual (com sinalização em braile, piso tátil, corrimões e rampas que facilitem a locomoção dos pequenos). Mesmo que ainda não saiba ler, é importante que a criança tenha contato com o sistema braile. Leia todos os textos em voz alta e ajude o pequeno com a gravação da entrevista feita pelo grupo. Peça para que a criança desenhe, em casa, o que compreendeu (pode-se usar cola de relevo ou propor uma colagem com diferentes materiais táteis). Os colegas ajudam a descrever o passeio e os animais para a criança cega. Providenciar imagens dos animais em relevo e mostrar previamente para a criança também colabora para que ela aproveite mais o trabalho de campo.



Desenvolvimento 

1ª etapa
Antes da visita, introduza a pesquisa de campo como uma oportunidade que as crianças terão de obter respostas às questões que ainda não foram esclarecidas. Antecipe que elas poderão observar os hábitos, a alimentação e o modo de vida dos animais estudados no local. Explique que entrevistarão um especialista e devem fazer previamente o roteiro de perguntas. Oriente-as a evitar as questões que podem ser facilmente respondidas pela observação. Atue como escriba, ajudando-as a verificar se o roteiro está coerente - se fica claro o que se quer saber e se há relação com as dúvidas apontadas pela pesquisa - e defina quem fará cada pergunta. Se possível, grave a entrevista. Discuta com os pequenos o que são desenhos de observação, o uso que é feito deles e o que precisa ser registrado. Informe que você entregará pranchetas e lápis para que tomem notas e façam seus desenhos de observação em campo. 



2ª etapa

Durante a visita, estimule-os a observar os animais estudados e buscar respostas às questões da pesquisa. "Posso ter um leão em casa?" e "como os bichos vieram parar aqui?" são algumas das questões que podem aparecer naturalmente. Aproveite para dizer que a leitura das fichas técnicas dos animais pode esclarecer as dúvidas. Leia as fichas para eles, frisando as partes que trazem informações de interesse do grupo. Realize a entrevista em um local silencioso, onde todos possam escutar o que é dito. Lembre-os de quem fará cada pergunta e quem irá cuidar do gravador - caso a conversa seja gravada. Se não usarem esse recurso, anote as respostas para consulta posterior. Peça que iniciem com as perguntas do roteiro e depois abra espaço para novas questões.



3ª etapa

Após a visita, analisem em conjunto os dados obtidos para que as descobertas sejam incorporadas à pesquisa. Ouça com as crianças a entrevista ou recupere as anotações para verificar quais questões foram respondidas. Registre no roteiro. Circule os desenhos de observação pela sala para que verifiquem se eles acrescentam informações. Analisem quais respostas não foram encontradas e planeje situações de leitura em que possam ter mais informações para o trabalho.



Avaliação 

Observe o empenho das crianças em investigar os animais estudados e realizar os desenhos de observação: houve interesse pelas informações presentes nas fichas técnicas e pelos dados apresentados pelo especialista? Avalie se a visita permitiu que elas aprofundassem o estudo.

Consultoria: Maria Slemenson
Assistente de coordenação pedagógica da Fundação Victor Civita (FVC). 

Sugestão de sequência didática: Vamos brincar?

Introdução: Nesta sequência didática, as crianças participarão de uma série de brincadeiras e jogos de regras simples. Os jogos e brincadeiras serão apresentados de diversas maneiras e as crianças serão convidadas a explicar suas regras aos colegas, tendo como apoio fotos e desenhos das brincadeiras.



Objetivos

Esta seqüência didática tem como objetivo a ampliação do repertório de brincadeiras do grupo e a possibilidade de criar diferentes situações de aprendizagem nas quais as crianças possam se divertir, brincar, falar, representar e reapresentar as diferentes brincadeiras. 

- Compartilhar informações sobre as brincadeiras 
- Participar de situações significativas nas quais as crianças possam agir e falar sobre um tema comum de maneira mais estruturada 
- Conhecer as regras de algumas brincadeiras 

Tempo estimado 

Aproximadamente 4 meses 

Material necessário 
Para as brincadeiras: bolas, bambolês, cordas, pedaços de madeira, sucatas, tecidos... 
Para o registro: máquina fotográfica, papéis e canetinhas 


Desenvolvimento das atividades 


1. Elencar as brincadeiras que serão apresentadas e registradas 

Fazer um levantamento das possíveis brincadeiras a serem apresentadas ao grupo. Garantindo tanto o contato com os jogos e brincadeiras que já fazem parte do repertório do grupo, como a apresentação de novas propostas. 
Exemplo de brincadeiras: Chuva de bolinha, corre-cotia, elefantinho colorido... 
2. Definir quantas vezes na semana o projeto será trabalhado 
Definir quais momentos da rotina da seqüência didática serão trabalhados, distinguindo momentos de conversa, momentos de brincadeiras, momentos de registro. Isto é, pode-se primeiro propor a brincadeira e depois (até mesmo num outro dia) organizar uma roda de conversa sobre a brincadeira realizada. Podem-se apresentar imagens (filmes e gravações) de outras turmas brincando e depois propor para as crianças brincarem. 
3. Atividade disparadora - apresentação da seqüência didática às crianças 
É importante para este primeiro contato planejar a maneira como a seqüência didática será comunicada. Uma roda de conversa com perguntas e respostas pode ser insuficiente. É importante usar diferentes recursos para chamar a atenção das crianças, como por exemplo, levar imagens de jogos e brincadeiras, crianças jogando e materiais (bolas, cordas...) e formular perguntas como num jogo de adivinha para que as crianças falem sobre os jogos que já conhecem. 

Como as crianças ainda são muito pequenas, deve-se evitar muita "falação", por isso devem-se planejar adivinhas e o uso de imagens para garantir uma melhor participação e envolvimento por parte delas. 





4. Instituir rituais para as atividades que envolvem a seqüência didática 

Criar rituais que dêem indícios às crianças sobre o assunto que irão tratar nas atividades de modo que se vinculem ao tema da seqüência. Ex. confeccionar uma caixa com imagens de jogos e brincadeiras e levá-la para todas as situações relacionadas à seqüência; propor um "grito de guerra" que anteceda os jogos, entre outras possibilidades 


5. Definir como será feito o registro da seqüência e a confecção do livro de regras 

Propor para as crianças a elaboração de um livro com as regras dos jogos e brincadeiras compartilhados pelo grupo. Definir como o livro será elaborado e como será a participação das crianças em sua elaboração, levando em consideração que algumas crianças são muito pequenas para explicar de forma clara as regras das brincadeiras. Garantir o registro gráfico das crianças, mesmo sabendo que os traçados das crianças desta faixa etária são rudimentares. 



6. Oferecer aos pais a oportunidade de ensinarem uma brincadeira à turma 

Apresentar o tema da seqüência didática aos pais e deixar em aberto a possibilidade de participação caso queiram ensinar uma brincadeira. 
7. Realizar muitas vezes cada um dos jogos e brincadeiras trabalhados 
Considerando que um dos objetivos deste projeto é a ampliação do repertório de jogos e brincadeiras, deve-se planejar o contato sistemático das crianças com cada uma das propostas apresentadas, para que progressivamente possam se apropriar de suas regras. 
8. Espaços e materiais 

Definir previamente os espaços onde as atividades ocorrerão e organizar os materiais que serão utilizados. Caso seja interessante deve-se incluir a participação das crianças no preparo dos espaços e organização dos materiais. 

Avaliação 


Devem-se criar pautas de observação para as situações de conversas, para as brincadeiras e para os momentos de registro do projeto. A Avaliação deve ocorrer ao longo de toda a seqüência didática, levando em consideração tanto a participação das crianças, como a adequação das propostas levadas a elas.

Bibliografia: 

Moyles, JANET R. - Só Brincar?: O Papel do Brincar na Educação Infantil - Artmed, 2002 

Friedman, Adriana A Arte de Brincar: Brincadeiras e jogos tradicionais. - Vozes, 2004


Consultora: Ana Paula Yasbek
Pedagoga e diretora do Berçário do Espaço da Vila, em São Paulo

Seqüência Didática: Aulas que desafiam e ensinam



Conjunto de aulas planejadas para ensinar um determinado conteúdo sem que necessariamente tenha um produto final. Sua duração pode variar de dias a semanas e várias sequências podem ser trabalhadas durante o ano, de acordo com o planejado ou com as necessidades da classe. A seqüência didática apresenta desafios cada vez maiores aos alunos, permitindo a construção do conhecimento. 


Primeiro, é necessário efetuar um levantamento prévio dos conhecimentos dos alunos e a partir desse planejar uma série de aulas com desafios e/ou problemas, atividades diferenciadas, jogos, uso de diferentes linguagens e gêneros de textos e análise e reflexão. Gradativamente, deve-se aumentar a complexidade dos desafios e dos textos permitindo um aprofundamento do tema proposto.


A seqüência organizada e planejada deliberadamente permite ainda construir com o aluno as ferramentas (habilidades/competências) da pesquisa científica. Permite vivências, visando aspectos conceituais e procedimentais, fundamentais para a aprendizagem do aluno e desenvolver sua autonomia. No nosso caso, as ferramentas do historiador pesquisador tornando mais significante a presença da disciplina de História no currículo e seu estudo, fugindo da mera repetição e da idéia de uma História pronta e acabada, desenvolvendo assim a consciência crítica.




CONHECIMENTO PRÉVIO E INTERESSE DOS ALUNOS 
Os conteúdos trabalhados em sala de aula devem contribuir para a formação de cidadãos conscientes, informados e capazes de transformar a sociedade. Muitos professores montam suas aulas tendo como centro o interesse dos alunos acreditando que assim, teriam como refletir sobre o meio em que vivem e o que os cerca. Essa prática nem sempre garante bons resultados, em geral ao se valorizar apenas o conhecimento que os alunos trazem, fica-se na superficialidade e presos ao imediatismo.



O currículo aparece como ditado pelas circunstâncias, tratando de acontecimentos pontuais e não como um roteiro de trabalho construído a partir da relação entre a proposta pedagógica e a realidade. É necessário que a equipe escolar defina o seu Projeto Político Pedagógico de acordo com a realidade da comunidade onde está inserida, a prática e com as necessidades de seus alunos.



TRABALHO INTERDISCIPLINAR 
A seqüência didática permite a interdisciplinaridade quando, ao tratar de um tema dentro de uma disciplina, o professor recorre a conhecimentos de outra. Interdisciplinaridade é a articulação entre as disciplinas que permite trabalhar o conhecimento globalmente e superando a fragmentação. Só um tema gerador trabalhado pela ótica de diferentes disciplinas não garante a interdisciplinaridade.



O tema gerador é um ponto de partida, não o centro do estudo e nem deve ser longo, para não cansar. Durante o planejamento coletivo por disciplinas, áreas e entre áreas permite determinar as possibilidade de trabalho interdisciplinar durante o ano, a partir das pesquisas dos alunos, do professor ou em parceria.




TEMPO DIDÁTICO: OBJETIVOS CLAROS Uma das maiores dificuldades do planejamento é a definição do tempo necessário para o trabalho com um determinado tema, atividade, projeto. A definição de três pontos são essenciais: o que quero ensinar, como cada aluno aprende, como será feito o acompanhamento e avaliação dos alunos. Ou seja, primeiro estabelecemos habilidades e competências, as noções e conceitos, os objetivos e os conteúdos que alicerçarão essa construção. Depois, pensar nas atividades a serem desenvolvidas baseadas em como os alunos aprendem, além das linguagens e gêneros de textos para efetuar essa aprendizagem.


O tempo deverá permitir a avaliação constante da produção dos alunos e saber as intervenções que se farão necessárias caso surjam dificuldades nessa construção. Sempre é recomendável planejar o encerramento antes do final do bimestre ou semestre, prevendo uma folga para as intervenções e correções de rumo.




Fonte: http://revistaescola.abril.com.br